Manaus é escolhido com sete municípios para pesquisa sobre saúde mental
O estudo vai mapear em seis estados e no Distrito Federal a realidade da saúde mental da população adulta.
Antônio Paulo do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 15/01/2026 às 09:48 | Atualizado em: 15/01/2026 às 09:51
Manaus é o único município do estado do Amazonas e da região Norte confirmado a participar da fase inicial da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil).
Lançada na última segunda-feira (12 de janeiro), pesquisa é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
A PNSM-Brasil terá início em municípios de seis estados e no Distrito Federal, com o objetivo de mapear a realidade da saúde mental da população adulta do país.
Além de Manaus, outras cidades incluídas nesta fase inicial são Sobral (CE), Jundiaí e São Paulo (SP), Porto Alegre e Santa Cruz do Sul (RS), Campo Grande (MS) e Brasília (DF).
Trata-se, portanto, do primeiro grande estudo de base populacional voltado especificamente para conhecer a situação da saúde mental de pessoas com 18 anos ou mais em todo o território nacional.
Transtornos mentais
A iniciativa tem como objetivo estimar a prevalência de transtornos mentais, como depressão, ansiedade, uso de álcool e outras drogas, além de comportamentos relacionados ao suicídio.
Os dados permitirão compreender como esses agravos se distribuem conforme sexo, idade, escolaridade, renda e região do país, bem como identificar fatores de risco e de proteção associados às condições de vida, experiências de violência, discriminação e adversidades na infância.
Além disso, a PNSM-Brasil permitirá uma avaliação do acesso e do uso dos serviços de saúde, como quantas pessoas buscam atendimento, quais tipos de cuidado recebem e quais barreiras enfrentam para acessar o tratamento.
Entrevistas em domicílios
Serão realizadas entrevistas presenciais em domicílios, com amostra probabilística representativa da população adulta brasileira. Em cada localidade selecionada, apenas uma pessoa será sorteada para participar.
Essa fase da pesquisa será guiada por uma ferramenta padronizada internacionalmente e terá duração média de 60 minutos, conduzida por entrevistadores capacitados e apoio de questionário eletrônico aplicado em tablets ou notebooks.
Segundo o chefe do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (Desmad), do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati Dias, a fase piloto, iniciada na segunda semana de janeiro de 2026, é fundamental para assegurar a padronização dos procedimentos, a qualidade das entrevistas e o acolhimento adequado dos participantes.
No Ministério da Saúde, a pesquisa é organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), por meio do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis.
Redução de estigmas
Segundo a diretora Letícia de Oliveira Cardoso, a pesquisa é uma oportunidade de contribuição direta dos brasileiros à saúde pública.
“Ao participar da PNSM, a população contribui para dar visibilidade à realidade da saúde mental no Brasil, reduzir estigmas e fortalecer o SUS com informações qualificadas para ampliar e qualificar o cuidado”, explicou.
A participação na pesquisa é voluntária e ocorre somente após o consentimento livre e esclarecido das pessoas abordadas.
Todas as informações coletadas são sigilosas, registradas em sistema seguro e analisadas de forma agregada, sem identificação individual, em conformidade com as normas éticas vigentes e com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
*Com informações do Ministério da Saúde.
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Foto: Walter Leandro/ALE-AM
