Petrobrás prepara nova perfuração em Urucu, no Amazonas, após 10 anos
Nova campanha de perfuração em Coari prevê investimentos bilionários e impacto direto no médio rio Solimões.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 07/01/2026 às 11:41 | Atualizado em: 07/01/2026 às 11:42
Após mais de dez anos de interrupção, a perfuração de poços de petróleo e gás natural no Amazonas, na região da base de Urucu, no município de Coari, no médio rio Solimões, caminha para ser retomada.
A medida reposiciona o setor energético como um dos vetores econômicos estratégicos do estado.
O avanço ocorre a partir da articulação entre o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria das Cidades e Territórios (Sect), e a Petrobrás, que discutem a concessão de direito real de uso (CDRU) de áreas públicas indispensáveis às operações. O assunto foi tratado em reunião neste dia 6 de janeiro, em Manaus.
O instrumento garante segurança jurídica para a instalação e manutenção de bases operacionais, dutos e demais estruturas necessárias à retomada da atividade.
Segundo o governo estadual, a concessão é fundamental para destravar investimentos de longo prazo, assegurar o cumprimento das exigências ambientais e regulatórias e evitar conflitos fundiários, preservando o patrimônio público.
Bilhões investidos
A Petrobrás estima investimentos da ordem de US$ 500 milhões nesta nova etapa.
O plano inclui a perfuração de 22 poços e a implantação de cerca de 40 quilômetros de linhas, com impacto direto sobre setores como construção, navegação, logística e serviços, além de geração de emprego, renda e arrecadação na região do Solimões.
A campanha de perfuração está prevista para começar em fevereiro.
Já os novos poços devem entrar em operação no segundo semestre, após a conclusão dos processos de licenciamento ambiental.
Atualmente, três pedidos de concessão considerados estratégicos estão em tramitação na Sect: complemento LOC 2, Novo Poço ARZ 1 e Novo Poço CPP-2.
A liberação dessas áreas é etapa indispensável para o avanço do licenciamento e para a efetiva retomada das operações.
A reativação da atividade em Urucu é vista como essencial para a reposição de reservas, a continuidade da produção de óleo e gás no Amazonas e o reforço da segurança energética, recolocando o polo petrolífero da Amazônia no centro da agenda econômica regional.
Leia mais
Petroleiros de Urucu aderem 100% à greve nacional no terceiro dia
Foto: Secom
