Governo prevê R$ 110 bi na economia com isenção do IR e aumento do mínimo
Medidas entram em vigor e devem ampliar renda, consumo e geração de empregos, segundo o Ministério do Trabalho.
Publicado em: 07/01/2026 às 11:32 | Atualizado em: 07/01/2026 às 11:34
O reajuste do salário mínimo e a ampliação da isenção do Imposto de Renda devem injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira em 2026.
A projeção foi apresentada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em entrevista nesta quarta-feira.
Desde 1º de janeiro, o salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, com reajuste de 6,7%.
“O salário mínimo é uma questão muito importante. Só o salário mínimo injetará na economia brasileira mais de R$ 80 bilhões no ano”, afirmou.
Segundo Marinho, a política de valorização retomada em 2023 explica o crescimento real do piso nacional.
Ele destacou que, sem essa estratégia, o salário mínimo atual seria cerca da metade do valor vigente.
“Não fosse a política de valorização criada pelo presidente Lula lá no seu primeiro mandato, seguido no segundo, seguido pela presidenta Dilma [Rousseff], e interrompida em 2017 até o final de 2022, o salário mínimo valeria hoje a ordem de R$ 823, metade do que vale o salário mínimo hoje.”
Os reajustes consideram a inflação acumulada e o crescimento real do Produto Interno Bruto.
Além do mínimo, o governo prevê isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
Outros trabalhadores, com renda entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil, terão redução da carga tributária.
Segundo estimativas oficiais, 16 milhões de pessoas devem ser beneficiadas pelas mudanças.
Para o ministro, a combinação das medidas sustenta uma perspectiva positiva para 2026.
“Você tem o salário mínimo e tem a isenção do Imposto de Renda. A soma dos dois injetará no ano R$ 110 bilhões na economia brasileira.”
Os efeitos práticos devem aparecer nos salários pagos em fevereiro, referentes a janeiro.
“Você pega o holerite (contracheque) de janeiro e compara com o holerite de dezembro ou de novembro. Você vai ter uma surpresa, como se fosse um grande aumento de salário real.”
Segundo Marinho, o aumento de renda tende a estimular consumo, investimentos pessoais e o giro da economia.
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Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
