Direita dividida diante da intervenção de Trump na Venezuela
Entre o entusiasmo ideológico e o temor de um desastre geopolítico com efeitos eleitorais no Brasil
Publicado em: 06/01/2026 às 10:09 | Atualizado em: 07/01/2026 às 10:54
A ofensiva militar do governo Donald Trump contra a Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, escancarou uma fissura na direita. Enquanto setores mais ruidosos — especialmente bolsonaristas — celebram a ação e tentam colar a imagem de Maduro ao presidente Lula como estratégia de desgaste eleitoral, lideranças e analistas com maior bagagem histórica e geopolítica demonstram cautela.
O ceticismo não é gratuito. Trump deixou claro que seu interesse central não era a democratização do país vizinho, mas o controle das vastas reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo. Esse é o destaque desta terça-feira (6).
O receio, entre esses setores mais prudentes da direita, é que a intervenção acabe agravando a crise econômica e social venezuelana nos próximos meses — um tiro que pode sair pela culatra.
A coluna também destaca que os Estados Unidos têm histórico de intervenções militares mal-sucedidas: no Iraque e Líbia, por exemplo.
Além disso, a Coluna do Cristo aborda que o bolsonarismo está comemorando a queda do ditador Nicolás Maduro, mas não consegue condenar a invasão da Venezuela por um outro país, neste caso os Estados Unidos.
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Foto: reprodução/YuouTube
