Colapso da Oi: o que pode acontecer com os serviços que você usa?

Justiça e Anatel aceleram venda de ativos para garantir a continuidade de serviços essenciais e evitar o colapso operacional da companhia

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 19/12/2025 às 09:32 | Atualizado em: 19/12/2025 às 09:32

A Justiça do Rio de Janeiro e a Anatel intensificaram as medidas para evitar que a falência da Oi interrompa serviços essenciais à população. O foco é gerar caixa imediato por meio da venda acelerada de ativos e do desbloqueio de depósitos judiciais, garantindo a operação mínima da empresa.

O processo supervisionado busca proteger os direitos de 164 mil credores e manter a infraestrutura de telecomunicações funcionando durante a liquidação da companhia.

A Anatel garante que a falência não significa corte imediato dos serviços, desde que a transição seja ordenada. O órgão determinou a manutenção obrigatória de serviços de utilidade pública, como telefones de emergência e telefones públicos em cerca de 7.500 localidades.

“A decretação da falência não compromete, por si só, a continuidade dos serviços, desde que a transição siga de forma ordenada e sob gestão judicial”, afirmou a agência.

Usuários podem enfrentar mudanças burocráticas, como migração de contratos para outras operadoras e alterações nos canais de atendimento, mas o sinal e os serviços essenciais devem ser mantidos.

Cuidados e segurança

Durante o período de transição, especialistas alertam para golpes. A orientação é acompanhar apenas comunicados oficiais da Oi e da Anatel e desconfiar de mensagens que solicitem dados pessoais ou pagamentos fora dos canais formais.

Concorrentes, como a Vivo, já demonstraram interesse em absorver partes da operação, o que pode facilitar a migração de serviços e contratos para os consumidores.

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Foto: reprodução