Acusado de matar palestino em Manaus é solto pela Justiça

Réu vai responder em liberdade, com tornozeleira, enquanto aguarda julgamento por morte em casa noturna.

Publicado em: 17/12/2025 às 18:56 | Atualizado em: 17/12/2025 às 19:01

A Justiça do Amazonas autorizou que Bruno da Silva Gomes responda em liberdade ao processo por homicídio ocorrido em fevereiro, em Manaus. A decisão é da 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital e revoga a prisão preventiva do réu, acusado de matar o palestino Mohamad Manasrah e tentar matar o irmão dele, Ismail Manasrah.

Apesar da soltura, o juiz manteve a sentença de pronúncia. Com isso, o Tribunal do Júri Popular julgará Bruno, que segue confirmado como réu.

O magistrado avaliou que a prisão preventiva é medida excepcional. Segundo a decisão, neste momento do processo não há risco à ordem pública, à investigação nem à aplicação da lei penal.

Além disso, o juiz destacou que Bruno é réu primário, colaborou com as investigações, compareceu às audiências e que o tribunal já encerrou a fase de produção de provas.

Mesmo solto, o acusado terá de cumprir medidas cautelares rigorosas. Entre elas, estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e integral aos fins de semana, além da proibição de contato com vítimas e testemunhas.

O descumprimento das medidas pode resultar em nova prisão.

Outro acusado, Robson Silva Nava Júnior, também pronunciado, não compareceu às audiências; o juiz o declarou revel, e ele permanece foragido.

Segundo o Ministério Público do Amazonas (MPAM), os dois atacaram as vítimas com um gargalo de garrafa após uma discussão em uma casa noturna. Mohamad morreu no local, enquanto Ismail sobreviveu, mas ficou ferido.

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Foto: reprodução/vídeo