Amazonas: Solimões começa a baixar no alto curso, enquanto enche no médio
Dados recentes mostram contraste no comportamento das águas entre diferentes trechos da bacia amazônica.
Adríssia Pinheiro, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 15/12/2025 às 12:24 | Atualizado em: 15/12/2025 às 13:55
O regime dos rios no Amazonas evidencia um contraste claro neste mês de dezembro. No alto curso do Solimões, as águas entram em vazante. No médio rio, a enchente segue em curso.
Em Tabatinga, no alto Solimões, o rio mantém queda contínua. Entre 1º e 15 de dezembro, o nível caiu de 9,51 para 9,20 metros.
A redução acumulada é de 31 centímetros. Somente entre os dias 14 e 15, o Solimões vazou 14 centímetros, reforçando a tendência de recuo no alto curso.
Baixando o rio, em direção a Manaus, no médio Solimões, as águas barrentas seguem em elevação, como na região portuária de praia da cidade, que já está toda submersa.
No último balanço disponibilizado pelo Instituto Mamirauá, entre 11 e 12 de dezembro, o nível do lago Tefé, braço do Solimões, subiu 6 centímetros, alcançando 15,12 metros.
Em pouco mais de duas semanas, o lago acumulou alta superior a 1,40 metro. No fim de novembro, a régua marcava 13,91 metros, indicando avanço consistente da enchente na região.


O mesmo comportamento aparece no rio Maraã, no médio Solimões. Entre 1º e 15 de dezembro, o nível subiu de 10,93 para 11,55 metros.
Após altas diárias na primeira quinzena do mês, o rio entrou em estabilidade nos últimos dias, permanecendo parado na marca de 11,55 metros, segundo a defesa civil municipal.
Em Coari, também no médio Solimões, o cenário é de avanço consistente. Entre 1º e 15 de dezembro, o nível do rio subiu de 11,68 para 13,13 metros, acompanhando o movimento de elevação observado na região.
Outros pontos da bacia
Em outros trechos da bacia, o avanço das águas também é observado. Em Manaus, o rio Negro subiu 22 centímetros nos últimos três dias, atingindo a cota de 21,19 metros.
Desde o início da enchente sazonal, o Negro já acumula elevação de 2,07 metros.
Em Itacoatiara, o rio Amazonas avançou 25 centímetros, chegando a 7,48 metros.
Já em Porto Velho, o rio Madeira registrou comportamento oscilante. Entre os dias 12 e 14, vazou 16 centímetros, mas voltou a subir 11 centímetros nas últimas 24 horas, chegando à cota de 8,6 metros.
O cenário reforça o comportamento típico do ciclo hidrológico amazônico, totalmente específico e influenciado pelas reações climáticas.
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Fotos: Valdinei Soldier/cedidas em cortesía exclusiva ao BNC Amazonas
