Massacre do Compaj: primeiro julgamento só agora, quase uma década depois

Caso volta ao Tribunal do Júri com dois réus respondendo por 56 mortes

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 10/12/2025 às 11:28 | Atualizado em: 10/12/2025 às 11:28

O Tribunal de Justiça do Amazonas iniciou, nesta terça-feira (9 de dezembro), o julgamento dos dois primeiros réus acusados de participar do massacre que deixou 56 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em janeiro de 2017.

A sessão, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, abre a análise dos 22 processos decorrentes da rebelião.

Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira respondem por 56 homicídios qualificados, além de vilipêndio de cadáver, tortura e organização criminosa. Segundo a denúncia, eles integravam o grupo que atacou presos rivais durante o motim.

A rebelião, que durou cerca de 16 horas, foi classificada pela Secretaria de Segurança Pública como “o maior massacre já registrado nos presídios do estado”. De acordo com o Ministério Público, os acusados teriam atuado com extrema violência, cometendo esquartejamentos, decapitações e queimas de corpos.

O órgão aponta que o confronto foi motivado pela disputa entre facções, com presos da Família do Norte, então aliada ao Comando Vermelho, atacando detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital.

Durante o motim, 112 detentos fugiram, mas apenas cerca de 40 foram recapturados.

Segundo o TJAM, os demais processos relacionados ao massacre serão julgados ao longo de 2026.

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Foto: Raphael Alves