Milei despacha bolsonaristas fugitivos do 8 de Janeiro
Grupo de cinco fugitivos do 8 de Janeiro que buscaram abrigo no país vizinho é o primeiro a ter a extradição autorizada
Publicado em: 04/12/2025 às 10:21 | Atualizado em: 04/12/2025 às 10:24
A Justiça do país de Javier Milei decidiu autorizar a extradição de cinco brasileiros condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023 que fugiram para o país vizinho.
Conforme o g1, a determinação, emitida pelo juiz Daniel Eduardo Rafecas, do Tribunal Criminal número 3 de Buenos Aires, marca um passo significativo no esforço brasileiro para que os foragidos cumpram suas penas.
Os indivíduos, que fazem parte do grupo de 61 brasileiros condenados pelo 8 de Janeiro e que buscaram refúgio na Argentina, são:
- Rodrigo de Freitas Moro Ramalho
- Joelton Gusmão de Oliveira
- Joel Borges Correia
- Wellington Luiz Firmino
- Ana Paula de Souza
Prisão mantida, recurso à vista
Apesar da decisão favorável à extradição, as defesas dos foragidos têm o direito de recorrer da medida. A Suprema Corte da Argentina será o próximo passo no trâmite judicial, mas não há um prazo determinado para que o recurso seja julgado.
Enquanto aguardam, os brasileiros seguirâo presos na Argentina, onde foram detidos após um pedido do governo brasileiro.
A palavra final da Casa Rosada e o fator Milei
Um detalhe crucial complica e alonga o processo: o grupo entrou com pedido de refúgio na Argentina. Por conta disso, a extradição, mesmo após todo o trâmite no Judiciário, precisa necessariamente passar pelo aval do Presidente da Argentina.
A decisão final está nas mãos do Executivo, atualmente liderado por Javier Milei, um aliado político do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Embora o governo Milei tenha afirmado que respeitará o trâmite judicial, o pedido de refúgio coloca a decisão final no campo da política.
É possível que o caso se estenda por anos até chegar à Casa Rosada — de forma que o presidente que decidirá pela extradição ou não pode ser até mesmo um sucessor do atual chefe do Executivo, Javier Milei.
Essa projeção temporal transforma a extradição dos bolsonaristas não apenas em uma questão jurídica, mas em um potencial cabo de guerra diplomático e político que pode transcender o mandato atual.
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Foto: reprodução/Instagram
