Como crime organizado está atuando no mercado de postos de combustíveis
Ipiranga aponta que fraudes bilionárias travam crescimento e distorcem concorrência.
Publicado em: 04/12/2025 às 08:47 | Atualizado em: 04/12/2025 às 08:51
O crime organizado domina brechas do setor de combustíveis e freia a expansão de redes legais. A Ipiranga afirma que só não cresce mais porque disputa mercado com quadrilhas que operam fraude e sonegação em larga escala.
As operações Carbono Oculto e Poço de Lobato, da Polícia Federal (PF), colocaram luz no esquema liderado pela Refinaria de Manguinhos (Refit). O buraco tributário passa de R$ 24 bilhões.
Após as ações federais, a Ipiranga viu reação imediata: aumento de 8% nas vendas do terceiro trimestre, principalmente no diesel. A rede tem seis mil postos no País.
Mesmo assim, o presidente Leonardo Linden diz que o potencial real está longe de ser alcançado. “Poderíamos abrir 700 postos por ano. Hoje abrimos de 300 a 350 porque não existe competição justa”, afirma.
Linden reforça que as fraudes reduzem margens, derrubam preços e atraem grupos criminosos para dentro da cadeia. Ele defende operações contínuas e regras tributárias que fechem o espaço para práticas ilegais.
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
