Mais suspeitos de fraude bilionária vão ser presos, aprova CPI do INSS

Comissão mira novos alvos do esquema que descontou valores ilegais de milhões de aposentados e pensionistas.

INSS levanta quantos de 9 milhões de aposentados foram enganados

Publicado em: 27/11/2025 às 19:58 | Atualizado em: 27/11/2025 às 19:59

A CPI do INSS apertou o cerco. Nesta quinta-feira (27), o colegiado aprovou 393 requerimentos e pediu a prisão preventiva de dois alvos centrais do esquema que drenou benefícios de aposentados e pensionistas.

A primeira ordem mira Cecília Rodrigues Mota, presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), que prestou depoimento à comissão. A segunda atinge João Carlos Camargo Júnior, o “alfaiate dos famosos”, ligado a movimentações financeiras com investigados pela Polícia Federal.

Além dos pedidos de prisão, os parlamentares aprovaram solicitações de informação, acareações e bloqueio de bens, buscando rastrear o dinheiro desviado.

Parlamentares do governo e da oposição retiraram 86 requerimentos da pauta por falta de consenso. Eles serão votados nominalmente na próxima semana.

Entre os pontos adiados está a convocação coercitiva do advogado-geral da União, Jorge Messias. O convite já havia sido feito pela CPI, e Messias não compareceu.

Desde a manhã, a comissão ouve o contador Mauro Palombo Concílio, ligado a empresas que teriam recebido recursos milionários oriundos de descontos não autorizados aplicados aos segurados do INSS.

O Ministério da Previdência informou que R$ 2,56 bilhões já foram devolvidos a 3,75 milhões de beneficiários lesados. Os dados incluem restituições agendadas até 17 de novembro.

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil