Conheça três municípios do Amazonas sob domínio de facções, aponta estudo

Nesses, o crime organizado se impõe pela violência contra o cidadão.

Amazônia: líder de facção se escondeu entre garimpeiros na terra ianomâmi

Publicado em: 19/11/2025 às 19:07 | Atualizado em: 19/11/2025 às 19:08

Sob a pressão armada que molda rotinas e define territórios, três cidades amazônicas enfrentam o domínio crescente de facções criminosas: Coari, Iranduba e Tabatinga. É o que revela o estudo Cartografias da Violência na Amazônia, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao mapear como esses grupos reorganizam a vida de moradores e rotas fluviais.

Em Coari, a violência assume a forma de disputas abertas entre PCC e Comando Vermelho. A cidade registrou taxa média de 60,5 mortes violentas por 100 mil habitantes nos últimos três anos.
Em 2024, foram 63 homicídios, alta de 65%. A pirataria fluvial e os ataques dos “ratos d’água” ampliam o medo entre ribeirinhos e comerciantes.

Em Iranduba, que integra a Região Metropolitana de Manaus, a taxa trienal chegou a 59,1 mortes violentas por 100 mil habitantes. Apesar da queda acentuada em 2024, apenas 15 homicídios, o município absorve dinâmicas da capital e convive com células do Comando Vermelho, além de crimes ambientais que afetam o território.

Em Tabatinga, na tríplice fronteira, a taxa média ficou em 57,6 mortes violentas por 100 mil habitantes.
A cidade segue como uma das principais portas de entrada de drogas pela Rota do Solimões. Em 2023, houve disputa sangrenta entre facções. Em 2024, os homicídios recuaram para 31, após o CV consolidar domínio.

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Foto: divulgação