Relatoria do projeto antifacção fica com Alessandro Vieira

Alcolumbre aposta em nome técnico para evitar guerra política

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião para analisar a PEC 3/2021, que exige autorização prévia da Câmara dos Deputados ou do Senado para abertura de ação penal contra parlamentares. Na pauta, também, o PL 116/2020 que inclui na Lei Maria da Penha a previsão de que a violência doméstica e familiar contra a mulher também é cometida por meios eletrônicos e o PL 4.809/2024, que aumenta penas de crimes com violência ou grave ameaça. Bancada: relator da PEC 3/2021, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), em pronunciamento. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 19/11/2025 às 17:12 | Atualizado em: 19/11/2025 às 17:12

Davi Alcolumbre (União-AP) escolheu o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator do projeto de lei antifacção no Senado. O presidente da Casa afirmou que a decisão busca blindar o debate sobre segurança pública de disputas partidárias.

Segundo Alcolumbre, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sergio Moro (União-PR) pediram para relatar a proposta, mas tiveram o pedido negado. Ele afirmou ter optado por um nome “equilibrado e consciente” para evitar que o projeto entre no clima bélico registrado na Câmara.

“Gostaria de proteger esse projeto do debate que estamos vivenciando infelizmente na Câmara entre situação e oposição”, disse.

Mesmo antes da chegada formal do texto ao Senado, Alcolumbre antecipou a indicação do relator para, segundo ele, conter a contaminação política.

A escolha de Vieira agradou aliados do governo Lula, já que ele não tem alinhamento automático nem com oposição nem com o Planalto. Alcolumbre ressaltou a experiência do senador como delegado e relator da CPI do Crime Organizado:

“Todos nós estaremos representados por esse delegado senador como relator dessa matéria importantíssima”.

Saiba mais em Folha de S. Paulo.

Leia mais

Do Val sugere Moro para projeto antifacção ter relator imparcial. Acredita!?

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado