FPFtech e Foxconn ampliam formação tecnológica com núcleo de IA em Manaus

Iniciativa pioneira reúne infraestrutura avançada, pesquisa aplicada e talentos regionais em Inteligência Artificial

Publicado em: 19/11/2025 às 15:41 | Atualizado em: 19/11/2025 às 15:41

O Amazonas entrou no mapa da qualificação em tecnologias de ponta com o Núcleo de Capacitação em Inteligência Artificial (NCIA), lançado pela FPFtech em parceria com a Foxconn. Esse é o primeiro programa estruturado da Região Norte para formar especialistas em IA com aplicação prática em desafios reais da economia digital.

A primeira turma reúne 32 participantes — de graduandos a doutorandos e profissionais da indústria. Eles desenvolvem soluções para saúde, meio ambiente e indústria do futuro.

“Aqui, teoria e prática caminham juntas. Os participantes aplicam soluções de IA que já nascem prontas para gerar impacto no ecossistema tecnológico da região”, afirma Glaucio Messias, gestor de projetos da FPFtech.

A metodologia é totalmente “hands-on”. Cada conceito aprendido é colocado em prática com dados reais. O objetivo é formar profissionais que já saiam preparados para atuar no mercado.

A Foxconn, gigante global da tecnologia, viabilizou a infraestrutura e reforçou o elo com o setor produtivo.

“Investir em formação avançada na Amazônia é essencial para um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável”, destaca a empresa.

A FPFtech lidera o programa com base em quase 30 anos de atuação no Polo Industrial de Manaus. A instituição fortalece sua presença em tecnologias de fronteira.

O NCIA conta com laboratórios dedicados à IA e data center ampliado para receber o supercomputador NVIDIA DGX H200. A estrutura rompe a barreira histórica de acesso limitado a recursos de alto desempenho no Norte.

“Eu pensava que teria essa oportunidade apenas no Sudeste. Aqui, aprendemos o que há de mais avançado em IA”, diz Dario Alef, aluno e fundador de uma startup.

Os primeiros resultados já aparecem. Há projetos em saúde, agronegócio, indústria e até computação quântica. Artigos científicos serão submetidos a congressos dentro e fora do país.

O programa também busca reter talentos, garantindo oportunidades de inovação na região e reduzindo a migração de profissionais.

A expectativa é que o NCIA se torne permanente, com novas turmas, parcerias e mais pesquisa aplicada. O objetivo é consolidar uma comunidade técnica ativa e conectada às demandas da Amazônia e do mundo.

Foto: divulgação