Amazônia: vergonhosos lixões no Amazonas são debatidos na COP-30
Especialistas cobram ação imediata e expõem riscos ambientais no estado
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 14/11/2025 às 10:13 | Atualizado em: 14/11/2025 às 10:13
Os lixões que ainda dominam o Amazonas entraram no foco da COP-30 nesta terça (11 de novembro), quando especialistas alertaram para o risco crescente provocado pela ausência de estruturas mínimas para destinação de resíduos.
O estado produz 864 mil toneladas por ano e não conta com nenhum espaço que cumpra normas ambientais — um retrato da distância entre planos antigos e a falta de execução.
O professor Carlos Freitas, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), classificou a situação como crítica e advertiu que o cenário pode se tornar “catastrófico” sem aterros adequados.
“É uma bomba-relógio, com tempos diferentes para cada município, mas que vai explodir se nada for feito”, disse. Ele destacou ainda a vulnerabilidade de localidades com limitações geográficas, como Parintins.
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Direito básico e falta de decisão
Pesquisadores reforçaram que eliminar lixões é urgente para reduzir impactos climáticos e melhorar a vida da população.
No painel sobre encerramento de lixões e cooperação internacional, José Gestl (Water For All) citou a necessidade de adaptação diante das mudanças climáticas.
O secretário de Meio Ambiente de Portugal, João Manuel Esteves, afirmou que tratar resíduos é um direito humano básico.
Mesmo com o avanço do debate global, contudo, o Amazonas segue sem solução prática. A Política Nacional de Resíduos Sólidos previa o fim dos lixões até 2024, e projetos foram elaborados em 2012 e atualizados em 2022, mas permanecem sem execução. Freitas atribui o impasse à falta de decisão política e conhecimento público, além de ausência de financiamento.
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Passos iniciais de mudança
Para iniciar a mudança dessa perspectiva, a Prefeitura de Manaus já anunciou um novo aterro no km 19 da AM-010, previsto para 2026.
Além disso, outro projeto em andamento é o STDR de Iranduba, financiado pela Norte Ambiental, com impermeabilização do solo e tratamento de chorume e gases para geração de energia.
“O descarte em Iranduba era descontrolado e comprometia solo, ar e água. O STDR marca uma virada ao trazer segurança ambiental e oportunidades para a comunidade”, disse o diretor Winsber Wasques.
Saiba mais em Blog do Hiel Levy.
Foto: Divulgação
