Hugo Motta põe bolsonarista de relator e agora diz que não quer atingir PF
Declarações ocorrem após o relator da proposta, Guilherme Derrite, sugerir mudanças que poderiam limitar a atuação da PF nos estados
Publicado em: 11/11/2025 às 22:04 | Atualizado em: 11/11/2025 às 22:04
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta terça-feira (11) que a Polícia Federal (PF) não perderá suas atribuições no projeto de lei Antifacção, em discussão na Casa.
Segundo ele, essa é uma condição “inegociável” e o objetivo do Congresso é fortalecer a corporação no combate ao crime organizado.
As declarações ocorrem após o relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), sugerir mudanças que poderiam limitar a atuação da PF nos estados, o que gerou críticas e levou ao adiamento da votação do texto para quarta-feira (12).
Motta afirmou que deve se reunir com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para alinhar ajustes no projeto e destacou que o tema da segurança pública “não pode ser transformado em palco de disputas ou busca por holofote”.
Em publicação nas redes sociais, o presidente da Câmara reforçou que nenhuma proposta colocará em risco a soberania nacional.
Segundo o parlamentar, a Câmara busca entregar um texto que fortaleça as forças policiais no enfrentamento às organizações criminosas.
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Foto: Marina Ramos/Agência Câmara
