Crime organizado: alvo da polícia, posto pagou a empresa de Ciro Nogueira

Operação investigava no Piauí um esquema de lavagem de dinheiro do PCC quando descobriu o pagamento

CIRO NOGUEIRA BUSCA APREENSAO

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 05/11/2025 às 15:04 | Atualizado em: 05/11/2025 às 15:04

A empresa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu R$ 63,9 mil de um posto de combustível em Teresina (PI) que foi alvo da Operação Carbono Oculto 86, da Polícia Civil do Piauí. A investigação apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC no estado.

Os repasses foram identificados em um relatório do Coaf, que apontou transferências do posto Pima Energia Amizade (antigo Maranhão Petróleo) para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, empresa do senador.

Os pagamentos ocorreram em abril e maio de 2025, via BK Instituição de Pagamento (BK Bank), entidade financeira citada em investigações como o “banco do PCC”.

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A Operação Carbono Oculto 86 é um desdobramento de uma ação iniciada em São Paulo, voltada a rastrear empresas de fachada usadas pelo crime organizado.

No Piauí, o foco recaiu sobre redes de postos suspeitas de servirem ao mesmo esquema.

Durante a apuração, a polícia também identificou vínculos de pessoas próximas a Ciro com os investigados. O ex-assessor e compadre do senador, Victor Linhares Paiva, recebeu R$ 230 mil de um dos antigos donos da rede de postos sob suspeita.

Além disso, uma empresa do irmão de Ciro, Raimundo Nogueira, funcionou no mesmo endereço de um dos postos investigados. A Ciro Nogueira Agropecuária também fez pagamentos de R$ 25 mil a essa rede entre 2021 e 2022.

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Foto: Marcelo Camargo/ABr