Lula quer meio ambiente livre da dependência das doações estrangeiras
Presidente apresenta em Belém o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que promete transformar doações em investimentos rentáveis.
Publicado em: 04/11/2025 às 19:49 | Atualizado em: 04/11/2025 às 19:54
Durante encontro com jornalistas estrangeiros em Belém (PA), nesta terça-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) marcará um novo modelo de financiamento climático. O governo apresentará oficialmente a proposta na COP-30, com o objetivo de substituir a lógica da doação pela do investimento.
“Estamos querendo sair da era da doação. A doação é muito importante, mas é sempre muito aquém daquilo que as pessoas precisam”, disse Lula.
Segundo o presidente, o fundo atuará como um mecanismo de investimento global. Fundos de pensão, governos e empresas privadas poderão aplicar recursos com retorno financeiro. Os países que mantêm suas florestas tropicais em pé receberão parte do lucro, o que tornará a preservação economicamente vantajosa.
“Será um fundo de ganha-ganha. O investidor tem rentabilidade e quem protege a floresta é recompensado”, explicou Lula, ao mencionar que o Banco Mundial deve participar da gestão do mecanismo.
O Brasil lidera a criação do TFFF desde a COP28, em Dubai, e já conta com a adesão de Colômbia, Gana, Indonésia, Malásia e República Democrática do Congo. Do lado dos potenciais investidores estão Alemanha, França, Noruega, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos.
Lula reforçou que mais de 70 países com florestas tropicais poderão receber até US$ 4 por hectare preservado, monitorado por satélite.
“Parece modesto, mas são mais de um bilhão de hectares em 73 países”, afirmou.
Para o presidente, o fundo também pode fortalecer a bioeconomia e melhorar a vida das populações que vivem da floresta.
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