Desemprego cai a 5,6% e Brasil iguala menor taxa da história, aponta IBGE
O resultado reforça o aquecimento do mercado de trabalho e consolida a melhora contínua no cenário de emprego do país
Da Redação do BNC Amazonas*
Publicado em: 31/10/2025 às 15:22 | Atualizado em: 31/10/2025 às 15:22
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em setembro, igualando o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado reforça o aquecimento do mercado de trabalho e consolida a melhora contínua no cenário de emprego do país. Como informa a Agência Brasil.
Com a queda, o total de brasileiros desocupados chegou a 6,045 milhões — o menor contingente já registrado. O número representa recuo de 3,3% em comparação ao trimestre anterior e de expressivos 11,8% frente ao mesmo período de 2024.
A população ocupada permaneceu acima de 102 milhões de trabalhadores, nível recorde, mantendo estável o ritmo de inserção no mercado de trabalho.
Dessa forma, o nível da ocupação ficou em 58,7%. O emprego formal também avançou e renovou seu maior número histórico, com 39,2 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada.
Além da expansão do emprego, a renda média real do trabalhador cresceu. No trimestre encerrado em setembro, o rendimento chegou a R$ 3.507 — alta de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Setores em destaque
O contingente de pessoas na força de trabalho, que inclui ocupados e desocupados, atingiu 108,5 milhões entre julho e setembro de 2025, estabilidade frente ao trimestre anterior e aumento de 0,5% na comparação anual, com mais 566 mil pessoas.
Entre os setores, houve alta no número de ocupados na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,4%, ou mais 260 mil trabalhadores) e na construção, que também avançou 3,4% (mais 249 mil pessoas).
Por outro lado, comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas recuaram 1,4% (menos 274 mil pessoas), assim como os serviços domésticos, que tiveram queda de 2,9% (menos 165 mil trabalhadores).
Na comparação anual, destaque para o crescimento do emprego em transporte, armazenagem e correio (6,7%, ou mais 371 mil pessoas) e na administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais (alta de 3,9%, ou mais 724 mil pessoas).
Ao mesmo tempo, a única retração foi registrada novamente nos serviços domésticos, com redução de 5,1% (menos 301 mil trabalhadores).
Ambiente favorável
Os indicadores reforçam a retomada do mercado de trabalho brasileiro, impulsionada pela expansão de vagas formais, aumento do rendimento e crescimento contínuo da força de trabalho. A estabilidade econômica e a melhora na confiança de empresas e consumidores têm contribuído para o cenário positivo.
Apesar do avanço geral, especialistas alertam que alguns setores ainda mostram fragilidade, especialmente aqueles mais sensíveis às condições econômicas, como o comércio e o trabalho doméstico. Mesmo assim, o desempenho consolidado reforça expectativas de manutenção dos níveis elevados de ocupação até o fim do ano.
A próxima divulgação do IBGE, referente ao trimestre encerrado em outubro, deve indicar se a tendência de estabilidade e geração de empregos se mantém no último trimestre de 2025.
*Com informações da Agência Brasil.
Foto: arquivo/Agência Brasil
