Nove líderes de facção são presos em operação conjunta no Pará e Santa Catarina

Mandados miram chefes de facção ligados a tráfico, extorsões e ataques a policiais.

Nove líderes de facção são presos em operação conjunta no Pará e Santa Catarina

Publicado em: 31/10/2025 às 14:58 | Atualizado em: 31/10/2025 às 14:58

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Pará (FICCO/PA) deflagrou, nesta sexta-feira (31), uma operação para desarticular uma organização criminosa transnacional envolvida em tráfico de drogas, extorsões e atentados contra agentes de segurança pública.

Dessa maneira, a ação mira lideranças de facção com atuação violenta e alcance interestadual.

Foram expedidos mandados de prisão preventiva contra 33 investigados — a maioria foragida do sistema prisional. Até o momento, nove pessoas foram presas, e as diligências seguem em andamento para localizar os demais suspeitos.

A ofensiva ocorre em Belém, Tomé-Açu, Paragominas, Tailândia, Santa Izabel do Pará, Salinópolis, Castanhal e Abaetetuba, no Pará, além de Brusque e Florianópolis, em Santa Catarina.

Segundo as investigações, os alvos ocupavam posições de liderança na facção, atuando como “idealizadores de missões”, responsáveis por planejar e coordenar ações criminosas, incluindo incêndios, roubos, homicídios e ataques contra servidores públicos.

As medidas judiciais foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Pará, a partir de representação da FICCO/PA junto à Vara de Combate ao Crime Organizado, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO).

A operação contou com apoio de diversas unidades de segurança pública do Pará e de Santa Catarina, incluindo a Secretaria de Administração Penitenciária do Pará (SEAP), unidades da Polícia Civil em várias regiões do estado, equipes do GAECO e a Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil catarinense (CORE/SC).

Formada pela Polícia Federal, Polícia Civil do Pará e SEAP, a FICCO tem como objetivo fortalecer o combate ao crime organizado por meio de ações integradas e inteligência compartilhada.

Conforme a Polícia Federal, as investigações continuam, e novas prisões não estão descartadas.

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