Sônia Guajajara promete maior participação indígena da história na COP-30
Ministra dos Povos Indígenas destaca presença de 3 mil representantes no acampamento “Aldeia COP”
Publicado em: 21/10/2025 às 15:51 | Atualizado em: 21/10/2025 às 15:52
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou nesta terça-feira (21) que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30) deverá ser marcada pela maior e melhor participação indígena da história das negociações internacionais sobre o clima.
A fala de Guajajara foi durante debate na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.
Segundo a ministra, o governo federal trabalha para garantir uma presença expressiva dos povos originários e tradicionais no evento, com a criação do acampamento “Aldeia COP”, que deve reunir cerca de 3 mil indígenas durante toda a conferência, em Belém (PA). Além disso, o Brasil negocia junto à ONU a manutenção desses espaços de participação para as próximas edições da COP.
“Queremos unificar o posicionamento dos povos indígenas do Brasil e do mundo em temas centrais que são também globais”, afirmou Sônia Guajajara, ao citar pautas como a demarcação de territórios e a preservação das florestas. “Manter a floresta em pé é uma demanda não só nossa, no Brasil, mas de outros povos também”, completou.
A ministra destacou que a COP30 representará um marco de protagonismo para os povos indígenas nas discussões climáticas globais.
“Temos certeza de que esta será não apenas a COP da maior e da melhor participação indígena da história, mas também aquela que entregará os maiores resultados e mais avançará na implementação de soluções”, declarou.
Durante o debate, outras lideranças indígenas reforçaram o compromisso com uma agenda climática inclusiva e sustentável. A líder wapichana Sinéia do Vale, da Terra Indígena Serra da Lua (RR), e enviada especial dos povos indígenas para a COP30, ressaltou o preparo técnico das delegações.
“Nós teremos indígenas preparados para todos os temas que serão tratados na conferência”, afirmou.
Já o coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Elcio Manchineri, defendeu que uma transição justa para a economia verde só será possível com veto à exploração de combustíveis fósseis e minerais dentro dos territórios indígenas. Ele também cobrou recursos financeiros destinados à preservação das áreas demarcadas.
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Compromissos e estratégias
Assim sendo, a COP-30, que será sediada em Belém (PA), reunirá líderes mundiais, cientistas, ambientalistas e representantes da sociedade civil para discutir compromissos e estratégias de enfrentamento das mudanças climáticas.
Dessa maneira, o evento é considerado uma oportunidade histórica para o Brasil assumir papel de destaque global na promoção de políticas ambientais e valorização dos povos originários como guardiões da floresta.
*Com informações da Câmara dos Deputados.
Foto: Marcelo Seabra/Agência Pará
