Ambientalistas querem que Justiça casse licença na foz do rio Amazonas
A autorização foi divulgada nesta segunda-feira (20), a menos de um mês da COP-30, que será realizada em Belém
Publicado em: 20/10/2025 às 20:07 | Atualizado em: 20/10/2025 às 20:13
Por meio de organizações ambientais e movimentos sociais, ambientalistas anunciaram que irão à Justiça contestar a licença concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Petrobrás para perfurar um poço exploratório de petróleo no bloco FZA-M-059, localizado na foz do rio Amazonas, na margem equatorial brasileira.
A autorização foi divulgada nesta segunda-feira (20), a menos de um mês da 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), que será realizada em Belém (PA).
O Observatório do Clima classificou a decisão como “desastrosa do ponto de vista ambiental e climático”, afirmando que o processo de licenciamento apresenta falhas técnicas e pode ser anulado.
A entidade também considerou a medida uma “sabotagem à COP” e uma contradição ao discurso de liderança climática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Dessa maneira, os ecologistas temem impactos sobre o recife de corais de cerca de 10 mil km² identificado na região e sobre terras indígenas próximas à área de exploração.
Com a licença, a Petrobrás informou que iniciará imediatamente a perfuração do poço, com duração estimada de cinco meses, para avaliar o potencial econômico da área.
Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, as operações ocorrerão com “segurança e responsabilidade”.
A margem equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, é considerada uma nova fronteira para a exploração de petróleo e gás no país.
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Foto: Elsa Palito/Greenpeace Brasil
