Exploração de petróleo na foz do Amazonas tem forte rejeição popular

Pesquisa Datafolha mostra 61% de rejeição; Petrobras aguarda aval do Ibama

Brasileiros temem exploração de petróleo na foz do AM, diz estudo

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 17/10/2025 às 10:47 | Atualizado em: 17/10/2025 às 10:47

Segundo pesquisa do Datafolha, 61% dos brasileiros são contra a exploração de petróleo na foz do Amazonas e acreditam que o presidente Lula da Silva deveria proibir a atividade na região, considerada sensível do ponto de vista socioambiental.

O levantamento foi encomendado pela organização Eko, especializada em responsabilização corporativa. Foram ouvidas 2.005 pessoas com 16 anos ou mais, em 112 municípios de todas as regiões do país, entre 8 e 9 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Entre os jovens de até 24 anos, a rejeição é ainda maior: 73% são contrários à exploração de petróleo na bacia.

O levantamento também mostra amplo apoio à meta do governo de zerar o desmatamento ilegal até 2030: 77% dos entrevistados concordam com a iniciativa. Contudo, apenas 17% acreditam que o objetivo será cumprido.

Além disso, 60% dos entrevistados afirmam já sentir impactos das mudanças climáticas, como enchentes e ondas de calor, e 81% defendem que o governo tome mais medidas para proteger comunidades vulneráveis.

Pressão ambiental

A Petrobras busca licenciamento para perfurar um poço exploratório em águas profundas do Amapá, com o objetivo de identificar o potencial de reservas na região. O presidente Lula já defendeu publicamente o direito do Brasil de avaliar a área, mas enfrenta resistência de setores do próprio governo e de organizações ambientais.

Em nota, a Eko afirmou que os resultados da pesquisa refletem a insatisfação da população com a abertura de uma nova fronteira petrolífera na Amazônia.

“Os próximos meses serão decisivos para o legado de Lula. A maioria dos eleitores brasileiros quer que ele proteja a natureza e o clima, mas, no momento, ele está deixando que as empresas poluidoras tomem as decisões”, disse Vanessa Lemos, coordenadora da Eko.

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