Secretaria do Consumidor suspende vendas on-line de bebidas

Senacon pede suspensão de vendas e anúncios de bebidas suspeitas após casos de intoxicação por metanol.

Da Redação do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 15/10/2025 às 18:04 | Atualizado em: 15/10/2025 às 18:06

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), determinou que plataformas de comércio eletrônico suspendam a venda de produtos que possam ser usados na falsificação de bebidas destiladas.

O objetivo é interromper, por ora, a comercialização de lacres, tampas, selos e garrafas não colecionáveis. E visa impedir intoxicação por metanol que tem 36 casos confirmados e sete mortes no país.

A notificação foi enviada a dez empresas: Shopee, Enjoei, Mercado Livre, Amazon Brasil, Magazine Luiza, Casas Bahia, Americanas, Zé Delivery e Carrefour.

Do mesmo modo, a Secretaria do Consumidor recomenda a revisão de anúncios de bebidas destiladas, a fim de impedir a venda de produtos sem comprovação de procedência, rotulagem ou registro junto aos órgãos competentes.

A medida, de caráter não obrigatório, segue o exemplo adotado pelo Mercado Livre e tem como objetivo garantir que os marketplaces possam apurar a regularidade dos vendedores e dos produtos anunciados.

A Senacon reitera, entretanto, a legalidade da comercialização on-line de bebidas destiladas de procedência regular.

Ao mesmo tempo, o órgão do governo também orientou que sejam revistos, com urgência, os mecanismos internos de controle e verificação dos anúncios de bebidas e insumos correlatos.

Isso para impedir a veiculação de anúncios de bebidas sem comprovação de procedência, rotulagem ou registro junto aos órgãos competentes, bem como assegurar a pronta retirada de anúncios suspeitos.

Responsabilidade das plataformas

A Secretaria do Consumidor reforça que as plataformas de vendas on-line têm papel fundamental na proteção da saúde da população e na garantia de segurança e origem dos produtos que chegam aos consumidores.

Significa que as empresas precisam assegurar que todas as bebidas vendidas sejam originais, fabricadas e distribuídas por fornecedores regulares, com rótulos e registros adequados.

A comercialização de bebidas falsificadas ou adulteradas é considerada uma infração grave e pode resultar em multas, punições administrativas e processos criminais.

Além de violar as normas de defesa do consumidor, essas práticas colocam em risco a vida das pessoas, pois o consumo de bebidas adulteradas pode causar intoxicações graves e até mortes.

Verificação rigorosa

Por isso, o Ministério da Justiça orienta que as empresas adotem sistemas de verificação mais rigorosos e mecanismos de rastreabilidade, capazes de identificar com clareza a origem dos produtos e impedir que itens ilegais ou inseguros sejam ofertados.

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De acordo com a Senacon, a responsabilidade das plataformas inclui atuar de forma preventiva, retirando do ar qualquer anúncio que apresente sinais de irregularidade ou que não comprove a procedência do produto.

Foto: banco de imagens