Seca do Madeira destoa no Amazonas e rio oferece risco à navegação
Marinha alerta para navegação perigosa em Manicoré, onde o nível do rio voltou a cair mesmo após chuvas isoladas.
Publicado em: 14/10/2025 às 09:45 | Atualizado em: 14/10/2025 às 09:48
A seca voltou a preocupar os moradores do Sul do Amazonas. Em Manicoré, o rio Madeira, vital para o transporte de pessoas e cargas, enfrenta nova queda no nível da água.
Com apenas 2,16 metros, o rio está acima do recorde crítico de 2024, quando chegou a 36 centímetros, mas a Marinha do Brasil mantém o alerta. A navegação segue arriscada e exige cautela redobrada.
“Tem que ir devagarzinho pra não topar em alguma coisa”, resume o comandante Matias Lima, que conhece cada curva do Madeira.
Para reduzir acidentes, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental publicou uma portaria com regras de segurança e recomendações sobre carga, velocidade e rotas. “O objetivo é preservar vidas e evitar danos ambientais”, explica o capitão Alessandro Freitas dos Santos.
O Madeira é um dos principais corredores logísticos da região Norte. Com a estiagem, o trajeto entre comunidades fica mais lento e exige o dobro de atenção dos navegadores.
A expectativa é que o rio volte a subir somente no fim de novembro, quando as chuvas se tornam mais regulares. Até lá, o cuidado é a principal ferramenta de sobrevivência nas águas baixas do Amazonas.
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Foto: divulgação
