Novo supercomputador promete revolucionar previsões do tempo no Brasil
Equipamento de R$ 200 milhões amplia em seis vezes a capacidade de processamento e permitirá prever chuvas com precisão de bairro e minuto
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 05/10/2025 às 09:29 | Atualizado em: 05/10/2025 às 09:37
O Brasil acaba de dar um salto tecnológico na previsão do tempo. Um novo supercomputador, em fase final de testes no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), em Cachoeira Paulista (SP), promete elevar a precisão das informações meteorológicas a um nível inédito no país — capaz de indicar em qual parte de um bairro vai chover e em que momento exato isso deve ocorrer
Conforme divulgado com exclusividade pelo g1, com investimento de R$ 200 milhões, o novo sistema foi adquirido em 2024 e deve substituir a atual estrutura de processamento do Cptec, responsável por gerar os alertas meteorológicos do país.

Assim, a expectativa é que o tempo de geração das previsões caia de três horas para poucos minutos, graças a uma capacidade de processamento seis vezes maior e armazenamento 24 vezes superior ao modelo anterior.
Cálculos trilionários por segundo
Por exemplo, a nova máquina processa trilhões de cálculos por segundo, cruzando informações de satélites, aviões comerciais, navios, balões de monitoramento e estações espalhadas pelo planeta.
Esses dados alimentam modelos numéricos complexos, que simulam o comportamento da atmosfera e tornam possível prever com maior precisão onde e quando fenômenos meteorológicos vão ocorrer.
Além de aprimorar os boletins de previsão do tempo, o supercomputador deve fortalecer os alertas de desastres naturais, como chuvas intensas, ventanias e ondas de calor.
Com previsões mais precisas e rápidas, o governo espera reduzir os impactos de eventos climáticos extremos e melhorar o planejamento de ações emergenciais em todo o território nacional.
Com a nova tecnologia, o Brasil entra para o grupo de países com infraestrutura meteorológica de ponta, aproximando-se dos padrões de precisão alcançados por centros internacionais como os dos Estados Unidos e da Europa.
Sobretudo, o problema era a falta de precisão para indicar exatamente quando a chuva começaria e qual parte do município seria mais atingida. Agora, com a nova estrutura, isso passa a ser possível.
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Foto: divulgação/Inpe
