Aziz e Braga terão novo protagonismo na votação da isenção do IR
Isso porque o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou nesta quinta-feira (2/10) que a matéria terá de ser avaliada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 02/10/2025 às 19:47 | Atualizado em: 02/10/2025 às 19:49
Os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) terão no Senado papel central na avaliação do projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) aprovado na Câmara dos Deputados, por unanimidade (493 votos), na noite desta quarta-feira (1º/10).
Isso porque o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou nesta quinta-feira (2/10) que a matéria terá de ser avaliada, antes de ir ao plenário da Casa, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Nessa comissão, os senadores amazonenses foram decisivos para aprovação, em caráter terminativo, de um projeto de igual teor ao do governo relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). A proposta foi enviada à Câmara.
Braga, que é autor do projeto, e Renan atuaram para aprovar a matéria e pressionar os deputados a votarem o projeto do governo, que já estava naquela Casa há sete meses parado.
Já Aziz agiu rapidamente para impedir a manobra do senador bolsonarista Izalci Lucas (PL-DF) que, com pedido de vista, tentou adiar a votação na CAE.
O senador amazonense propôs e foi contemplado para que a vista da matéria fosse concedida por apenas 24 horas, o que possibilitou a votação.
Ou seja, os três senadores atuaram diretamente para forçar a votação do projeto do governo na Câmara e são vistos como responsáveis também pela vitória do governo.
Trunfo
O projeto de Braga estava sendo tratado como uma alternativa para o governo caso a proposta original fosse modificada como queria a bancada bolsonarista na Câmara.
Leia mais
Amazonas vota 100% pela isenção do IR e taxação dos super-ricos
“A Câmara finalmente aprovou a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. Isso só foi possível após o Senado forçar a pauta, engavetada há sete meses. De novo, os senadores priorizaram a agenda do país, como realcei na tribuna”, diz Calheiros.
O senador alagoano também agiu para se contrapor ao seu rival Arthur Lira que relatou o projeto na Câmara.
Foto: divulgação
