Operação do MP e Receita mira crime organizado nos postos de gasolina

Operação Spare cumpre 25 mandados contra o PCC nos setores de combustíveis e jogos de azar

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 25/09/2025 às 09:16 | Atualizado em: 25/09/2025 às 10:27

O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram, nesta quinta-feira (25 de setembro), a Operação Spare, que tem como alvo o esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

As investigações apontam como líder do esquema o empresário Flávio Silvério Siqueira, conhecido como Flavinho. Ele é suspeito de lavar dinheiro para o PCC usando postos de combustíveis e casas de jogos de azar.

Segundo a Receita, ao menos 267 postos ainda ativos movimentaram R$ 4,5 bilhões entre 2020 e 2024, mas recolheram apenas R$ 4,5 milhões em tributos.

Administradoras de postos ligadas ao grupo também registraram R$ 540 milhões no período.

O grupo usava empresas de fachada, laranjas e motéis em nome de terceiros para lavar dinheiro e ocultar patrimônio. Além disso, lucrava com adulteração de combustíveis. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram mais de 3 mil ocorrências em cerca de 50 postos, incluindo fraudes como excesso de solvente, teor de etanol acima do permitido e bombas adulteradas.

A apuração começou em julho de 2020, após a apreensão de máquinas de pagamento em casas de jogos clandestinos em Santos. A partir delas, a investigação chegou aos postos de combustíveis e ao PCC.

Segundo o MP, a Operação Spare só não ocorreu junto com a Carbono Oculto porque a Justiça de 1º grau havia negado as medidas cautelares. A autorização foi concedida apenas após recurso ao Tribunal de Justiça.

Saiba mais em G1.

Foto: Receita Federal