#BNC10anos | O impeachment de Dilma com cara de golpe

Retrospectiva do #BNC10anos relembra a crise que levou à cassação de Dilma, os votos da bancada amazonense e as disputas que seguiram até 2017

Ana de Oliveira, da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 18/09/2025 às 00:01 | Atualizado em: 17/09/2025 às 22:09

Ao celebrar uma década de jornalismo no Amazonas, o BNC Amazonas revisita um dos episódios mais marcantes da política brasileira: o impeachment da presidente Dilma Rousseff e seus desdobramentos até 2017.

A reeleição de Dilma, em outubro de 2014, já gerou questionamentos sobre a legitimidade do mandato. Em dezembro, a oposição do PSDB entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa Dilma-Temer, alegando abuso de poder.

O segundo mandato começou em meio à crise econômica e à operação Lava Jato, que revelou corrupção na Petrobras e motivou inquéritos contra políticos.

A inflação e a recessão derrubaram a popularidade da presidente, enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades conhecidas como “pedaladas fiscais” e decretos suplementares sem autorização do Congresso.

Nesse contexto, o pedido de impeachment protocolado em setembro de 2015 por Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal foi aceito por Eduardo Cunha em dezembro, focando nos apontamentos do TCU.

A cobertura do BNC destacou a atuação dos parlamentares amazonenses no Congresso e acompanhou os desdobramentos do processo no pós-impeachment da presidente.

BNC Amazonas fazendo a cobertura de um dos atos pró-Dilma em Manaus (2016).

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Em abril de 2016, o plenário da Câmara aprovou a abertura do processo de impeachment por 367 votos a favor.

Todos os oito deputados federais do Amazonas votaram a favor, incluindo parlamentares com histórico de atuação em governos petistas, como Alfredo Nascimento, que foi ministro dos Transportes nos governos Lula (2004–2011) e Dilma (janeiro a julho de 2015).

No Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB), aliada histórica do PT, votou contra a cassação e contra a inabilitação; Omar Aziz (PSD), votou a favor do impeachment e da inabilitação; Eduardo Braga (PMDB), ex-ministro de Minas e Energia no governo Dilma (janeiro de 2015 a abril de 2016) e líder do governo no Senado de 2012 a 2014, não participou da votação inicial, mas no julgamento final votou a favor do impeachment e contra a inabilitação.

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Mesmo após a cassação, o debate se estendeu ao TSE, que analisou a ação movida pelo PSDB contra a chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico. O BNC acompanhou de perto depoimentos de delatores, atos do PT e as repercussões no estado.

A cobertura desse processo histórico é exemplo do compromisso do portal em oferecer informação precisa e contextualizada. Em dez anos, o BNC consolidou-se como referência para compreender decisões do Congresso e seus reflexos na vida política do Amazonas.

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Foto: Reprodução/BNC Amazonas