Pedida condenação de 8 oficiais do Exército do golpe de Bolsonaro

PGR também apontou um policial federal que monitorava Lula

Publicado em: 16/09/2025 às 20:26 | Atualizado em: 16/09/2025 às 20:27

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de nove dos dez réus apontados como integrantes do chamado “núcleo 3” da tentativa de golpe de Estado.

Segundo a denúncia, o grupo, formado em sua maioria por oficiais do Exército e conhecido como “kids pretos”, teria atuado em “ações táticas” para pressionar a cúpula das Forças Armadas a aderir a um plano de ruptura institucional.

Entre os acusados estão o general da reserva Estevam Theophilo, coronéis e tenentes-coronéis do Exército, além do policial federal Wladimir Matos Soares.

Eles respondem por crimes como organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

De acordo com a PGR, parte do grupo elaborou a chamada “Carta ao Comandante do Exército” e buscou influenciar chefes militares, enquanto outro setor teria planejado a operação “Punhal Verde e Amarelo”, que previa atentados contra autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes e os então eleitos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. A operação, batizada de “Copa 2022”, chegou a ser colocada em prática, mas foi abortada.

O único réu para quem a PGR pediu desclassificação das acusações foi o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, cuja conduta foi readequada ao crime de incitação, o que pode abrir espaço para um acordo de não persecução penal.

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Foto: divulgação