Gilmar Mendes diz que ‘ditadura da toga’ é falácia nas redes sociais

Ministro afirma que crimes contra a democracia não podem ser perdoados e reforça papel do STF.

Publicado em: 07/09/2025 às 19:11 | Atualizado em: 07/09/2025 às 19:12

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou as redes sociais neste domingo (7/9) para rebater ataques direcionados ao Poder Judiciário e defender a atuação da Corte. Em publicação no X (antigo Twitter), Mendes afirmou que o STF atua como “guardião da Constituição e do Estado de Direito”, impedindo retrocessos e preservando garantias fundamentais.

“No Dia da Independência, é oportuno reiterar que a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas do seu fortalecimento”, declarou o ministro.

A manifestação de Gilmar ocorreu horas após políticos de direita e grupos religiosos reunirem milhares de pessoas na Avenida Paulista em ato a favor da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a condenados pelos ataques de 8 de Janeiro.

Durante o evento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamou a atuação do ministro Alexandre de Moraes de “tirania”.

Em resposta indireta, Mendes afirmou que “não há, no Brasil, ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”.

Ele reforçou que o Supremo tem garantido os direitos assegurados pela Constituição a todos os cidadãos.

Sem citar nomes, Gilmar lembrou episódios da gestão Bolsonaro e criticou ameaças recentes ao sistema democrático.

“Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia; vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades; ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes; acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, escreveu.

Leia mais

O ministro concluiu sua mensagem reforçando que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser perdoados.

“O que o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo. É fundamental que se reafirme: crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam”, declarou.

Leia mais na Agência Brasil

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil