Queimadas prejudicam respiração em 16 municípios do Amazonas
Fumaça se alastra diante das queimadas e afeta saúde de grupos vulneráveis.
Publicado em: 03/09/2025 às 20:40 | Atualizado em: 03/09/2025 às 21:16
A fumaça das queimadas voltou a afetar a qualidade do ar no interior do Amazonas. Dados da Defesa Civil apontam que, nesta terça-feira (2), Humaitá registrou ar classificado como “ruim”, enquanto outras 16 cidades ficaram em nível “moderado”.
Em Humaitá, a concentração de partículas finas (PM 2,5) chegou a 75 µg/m³, cinco vezes acima do limite recomendado para qualidade considerada boa. Esses níveis podem provocar tosse seca, irritação nos olhos e garganta, além de cansaço. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas são os mais expostos.
Nas demais localidades, como Tabatinga, São Paulo de Olivença, Japurá, Boca do Acre e Lábrea, o ar moderado significa que a maioria da população não apresenta sintomas, mas grupos sensíveis já podem sentir desconforto.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 1.980 focos de calor em 2025, número bem menor do que em 2024, quando eram mais de 25 mil. Mesmo assim, a Defesa Civil alerta para cuidados básicos: evitar exercícios ao ar livre, usar máscaras, manter ambientes ventilados e aumentar a ingestão de líquidos.
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Foto: BNC Amazonas
