Amazônia, tradição e tecnologia: quem leva o título da ciranda de Manacapuru?
Festival de cirandas exalta Amazônia e campeã sai da apuração às 14h desta segunda.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 01/09/2025 às 10:12 | Atualizado em: 01/09/2025 às 19:38
O 27º Festival de Ciranda de Manacapuru (a 90 quilômetros de Manaus) terá sua campeã revelada nesta segunda-feira (1º de setembro), a partir das 14h, no parque do Ingá.
Durante três noites, Guerreiros Mura, Tradicional e Flor Matizada transformaram o cirandódromo em um palco de defesa da Amazônia, exaltando a cultura regional e a resistência de seus povos.
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Flor Matizada faz uma festa frenética
Guerreiros Mura mergulha nas lendas das águas
Na sexta-feira (29), a atual campeã Guerreiros Mura abriu o festival com o tema “Estiagem e alagação: o segredo das águas”.
O enredo apresentou a lenda da batalha entre Cobra Honorato e Caninana, com alegorias gigantes e personagens aquáticos.
A apresentação contou ainda com a participação do pajé Adriano Paketá, do boi Garantido, em uma homenagem à cultura indígena.
Tradicional ecoa o “grito que vem das águas”
No sábado (30), a ciranda Tradicional trouxe o tema “Sapucai’Ay: o grito que vem das águas”, combinando hologramas, efeitos pirotécnicos e um balé aéreo.
A apresentação denunciou as ameaças climáticas e celebrou a força de indígenas, quilombolas e ribeirinhos, com destaque para a representação de Oxum, orixá das águas doces.

Flor Matizada: fantasia e tecnologia
Fechando o festival no domingo (31), a Flor Matizada defendeu o tema “Amazônia: sonho e luta cirandeira”.
O espetáculo reuniu leds, hologramas e coreografias inovadoras para contar a saga de resgate da flor matizada, em um enredo que percorreu lendas indígenas e reafirmou o compromisso da ciranda com a preservação da floresta.

Ansiedade pela campeã
Hoje, a expectativa se volta para a apuração das notas, que definirá qual agremiação ficará com o título de 2025.
A edição do festival ficou marcada pela fusão de tecnologia, tradição e mensagens em defesa da Amazônia.
Fotos: Dassuem Nogueira/especial para o BNC Amazonas
