Tradicional apresenta ‘Sapucaia’y: o grito que vem das águas’
A Tradicional dançará pela preservação das águas que circulam em Manacapuru, evocando as entidades aquáticas afro-brasileiras e indígenas.
Dassuem Nogueira, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 30/08/2025 às 16:03 | Atualizado em: 30/08/2025 às 16:04
A ciranda Tradicional traz o espetáculo “Sapucaia’y: o grito que vem das águas” para a segunda noite do 27º Festival de Ciranda de Manacapuru.
O tema contou com a contribuição de artistas indígenas para a sua construção, como a arte do tema, que tem como referência a obra da artista Horopako Desana, adaptada por Paulo Victor e Rainer Canto.
A Tradicional dançará pela preservação das águas que circulam em Manacapuru, evocando as entidades aquáticas afro-brasileiras e indígenas.
O espetáculo promete contar, de modo transversal, o surgimento das águas na perspectiva científica e dos povos tradicionais amazônicos.
E deverá ressaltar a importância da água como fonte de vida no ventre da mãe humana e da mãe terra.
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Uma ciranda tradicional
A Tradicional nasceu em 1985, na escola estadual José Seffair, no bairro Terra Preta, periferia de Manacapuru.
Ela é cinco anos mais jovem que a ciranda Flor Matizada.
As duas polarizavam as torcidas nos primeiros festivais, antes do surgimento da Guerreiros Mura.
Suas cores são vermelho, dourado e branco. E seu símbolo é uma coroa dourada.
Seus torcedores lhe chamam de majestosa e sua torcida, de etnia.
A ciranda se orgulha por ser, justamente, tradicional, como diz seu nome, e por fazer questão de valorizar suas personagens tradicionais no espetáculo, com momentos especiais para Seu Honorato, Mãe Benta, Constância e Cupido.
A Tradicional é a que possui menos títulos, apenas seis, o último conquistado em 2023.
Foto: Dassuem Nogueira/especial para o BNC
